terça-feira, 7 de maio de 2013



GRUPO I

1. A Ciência Económica está intimamente relacionada com a questão da escassez, na medida em que, se há
escassez, é necessário:
(C) utilizar recursos.

2. Uma das consequências do consumismo é:
(D) o endividamento das Famílias.

3. Numa pastelaria, a utilização de novos fornos em conjunto com a pesquisa e o aperfeiçoamento das técnicas de confeção de chocolate permitiram a produção de bolos de chocolate que, pelas suas características,
passaram a ser os mais consumidos. Considerando tudo o resto constante, podemos afirmar que esta
alteração do consumo foi influenciada
(C) pela inovação tecnológica.

4. O Quadro 1 apresenta dados relativos à população do país A, em 2011, e à taxa de desemprego registada
nesse ano.
Quadro 1
População total (em milhares) 8 000
População inativa (em milhares) 3 000
Taxa de desemprego (em %) 13
Então, de acordo com o Quadro 1, em 2011, o número de desempregados neste país era:
(C) 650 milhares de indivíduos.


5. Se, a longo prazo, verificarmos que a quantidade produzida de um bem aumenta 10% e que os custos
totais de produção aumentam 20%, podemos afirmar que estamos perante
(C) deseconomias de escala.


6. Na formação do preço de um bem intervêm diretamente vários fatores, nomeadamente,
(B) o número de vendedores e os custos de produção.


7. Num mercado de concorrência perfeita
(B) a diminuição da quantidade procurada quando o preço do bem aumenta.


8. Suponha que num dado país, em 2011, o salário nominal aumentou 2% e que a taxa de inflação se situou
em 5%. Então, mantendo-se tudo o resto constante, podemos afirmar que, nesse ano, se verificou
(C) uma redução do salário real.


9. O investimento bruto numa economia corresponde,
(A) à soma do valor da formação bruta de capital fixo com o valor da variação de existências.


10. Suponha que a família X contraiu um empréstimo junto do banco Y, destinado à aquisição de um automóvel.
O pagamento de juros que a família X efetua ao banco Y constitui para este uma operação

(D) ativa.

11. São exemplo de um emprego do agente económico Famílias

(C) os impostos diretos pagos ao Estado pelas Famílias.



12. Em 2011, o país A produziu apenas livros como bem de consumo final. Na produção de livros, as diversas
editoras utilizaram como matérias-primas papel e tinta (sendo esta a sua única utilização), que adquiriram
às empresas produtoras destes bens. Todos os livros produzidos foram vendidos nesse ano.
O Quadro 2 apresenta o valor, em euros, da produção de livros e o valor, em euros, das matérias-primas
utilizadas.
Quadro 2
Produção de livros (em euros) 56 000
Matérias-primas (em euros)
Papel
Tinta
20 000
15 000
Então, com base no Quadro 2, o valor do Produto do país A, em 2011, calculado segundo o método dos
(A) produtos finais, foi 56 000 euros.


13. Na ótica da Contabilidade Nacional, a despesa de construção de habitação própria por parte das Famílias
é registada como

(D) um investimento.

14. O Quadro 3 apresenta alguns valores retirados das contas externas do país A, referentes ao ano de 2011.
Quadro 3
Em milhões
de euros
Exportações de serviços 134 000
Exportações de mercadorias 107 000
Importações de serviços 180 000
Importações de mercadorias 171 000
Os valores apresentados no Quadro 3 permitem concluir que a taxa de cobertura do país A, em 2011, foi
(D) 159,8%.

15. A desvalorização da moeda do país A relativamente à moeda do país B, considerando os restantes
fatores constantes, poderá provocar, no
(A) país A, um aumento da quantidade de bens importados do país B.


16. Quando uma empresa gera custos que não são, na totalidade, incorporados no preço de venda dos bens
produzidos, considera-se que estamos perante
(C) uma amortização.



17. No país A, para estimular o crescimento da produtividade, o Estado decidiu concretizar a medida
estabelecida no Orçamento do Estado desse ano que consistia num programa de formação obrigatória
para os quadros superiores da Administração Central. Alguns empresários do sector privado, por sua
iniciativa, adotaram a mesma medida. Nestas condições, podemos considerar a medida adotada pelo
Estado como imperativa para o
(A) sector público.
(B) sector privado.
(C) sector cooperativo.
(D) sector financeiro.

18. O Quadro 4 apresenta dados relativos ao PIB por habitante de dois países da União Europeia, em 2005
e em 2011.
Quadro 4
PIB por habitante
(Em dólares, a preços constantes de 2005)
2005 2011
Alemanha 31 115 34 437
Grécia 24 348 22 558
World Bank, in http://data.worldbank.org (adaptado)
(consultado em março de 2012)
Com base no Quadro 4, podemos afirmar que, nesse período, existiu entre os dois países
(A) convergência nominal.
(B) convergência real.
(C) divergência real.
(D) divergência nominal.





quarta-feira, 3 de abril de 2013

1. Como, vivendo em sociedade e dependendo uns dos outros, os indivíduos conseguem gerar e dividir entre si os bens e serviços necessários ao seu bem-estar social?

1.1. Distinga o objecto científico do objecto real em Economia.
    O objecto real é o objecto que tem existência física e o objecto cientifico é a utilização de métodos cientificos
1.2. Explicite o papel da escassez da definição do objecto da economia. 
     Na economia comparamos sempre os beneficios com os custos, relacionando sempre com os recursos e os recursos sao escassos por isso encontramos sempre a melhor maneira de utiliza-los.

2. Muitas vezes o consumismo chega a ser uma patologia comportamental. A doença do consumismo tem nome, chama-se oniomania, ou consumo compulsivo. As pessoas compram compulsivamente coisas que não irão usar ou que não têm utilidade para elas apenas para atender à vontade de comprar.

2.1. Distingue consumismo de consumerismo.
    O consumismo é o acto de consumir sem pensarmos nas consciencias, e o consumerismo é consumir com responsabilidade.
2.2. Refira consequências do consumismo. 
    Individamento. acumulação de bens desnecessários, orminiomania.

3. O volume da oferta varia em função do preço do respectivo bem, dos preços de todos os outros produtos, do preço dos factores de produção, da tecnologia e dos objectivos/estratégias dos produtores.

3.1. Explicita o impacto do progresso tecnológico sobre o volume da oferta, referindo o seu efeito sobre os custos de produção.
      Progresso tecnologico quer dizer diminuir os preços, se os custos baixam quer dizer que o lucro aumenta se o lucro aumenta quer dizer que a oferta aumenta.
3.2. Enuncia a lei da oferta. 
      Quanto maior o preço maior a oferta, ou seja, o preço varia directamente com a oferta.

4. As Taxas de Desemprego e as Taxas de Actividade são dois indicadores comuns.
4.1. Calcula a Taxa de Desemprego e a Taxa de Actividade com os calores do 4º trimestre de 2010.
  Taxa de Desemprego: 6189/55677*100= 11.1
  Taxa de Actividade: 55677/90238*100= 61.7

4.2. Interpreta a Taxa de Desemprego e a Taxa de Actividade. 
   11.1 em cada 100 activos está desempregado; 61.7 da população total está activo.

5. Diz-se que uma empresa apresenta rendimentos crescentes à escala, também designados economias de escala, quando um aumento dos factores produtivos provoca um aumento mais do que proporcional no nível de produção. 
Diz-se que uma empresa apresenta rendimentos decrescentes à escala, também designados deseconomias de escala, quando um aumento dos factores produtivos provoca um aumento menos do que proporcional no nível de produção.

5.1. Indica a combinação óptima de factores correspondente aos salários de 5 ao custo da capital de 5,5 na tabela que ficou incompleta na segunda imagem do referido post.
  O
5.2. Relaciona as economias de escala com a concentração que se verifica em muitos ramos da actividade económica: banca, automóvel, distribuição de combustíveis, distribuição a retalho, etc. 

6. “Não há nada de mais útil que a água, mas ela não pode quase nada comprar; dificilmente teria bens com os quais trocá-la. Um diamante, pelo contrário, quase não tem nenhum valor quanto ao seu uso, mas se encontrará frequentemente uma grande quantidade de outros bens com o qual trocá-lo.” (Wikipédia)
http://economiax.blogspot.pt/2012/12/preco-de-um-bem-nocao-e-componentes.html
6.1. Explica o paradoxo da água e do diamante utilizando os conceitos de utilidade total e utilidade marginal.

6.2. Refere cinco factores que influenciam a formação dos preços. 

7. O volume da procura varia em função do preço do respectivo bem, do rendimento familiar, dos preços dos outros bens e dos gostos dos consumidores.
http://economiax.blogspot.pt/2009/02/teoria-elementar-da-procura.html
7.1. Indica as variáveis de que depende o volume da procura, explicitadas por Lipsey na função da procura. 

7.2. Explica por que razão o volume da procura varia inversamente com o preço do bem. 

8. Os economistas tendem a observar o salário real médio que representa o poder de compra de uma hora de trabalho, ou os salários monetários divididos pelo índice de preços que representa a evolução do custo de vida. 
http://economiax.blogspot.pt/2009/03/fundamentos-da-determinacao-dos.html
8.1. Distingue salário nominal de salário real.
8.2. Explicita três factores determinantes do valor dos salários. 

9. O cálculo do PIB pela óptica da despesa será certamente o mais popular no jornalismo e na análise económica.http://economiax.blogspot.pt/2012/11/componentes-da-despesa.html
5.1. Indica como se calcula o PIB pela óptica da despesa.
5.2. Indica as componentes do investimento Bruto. 

10. Quando os particulares emprestam o dinheiro aos bancos, através dos depósitos, a operação diz-se passiva, porque nem precisam de pensar se devem receber o dinheiro ou não. Já quando os particulares contraem um empréstimo junto de um banco, este terá de analisar o perfil do devedor… portanto esta é uma operação activa, dependendo o valor do spread depende de vários factores, designadamente do risco de crédito do cliente, da finalidade do crédito, das características do empréstimo, das garantias dadas pelo cliente e da eventual aquisição de outros produtos e/ou serviços pelo cliente.
http://clientebancario.bportugal.pt/pt-PT/TaxasdeJuro/Perguntasfrequentes/Paginas/default.aspx
10.1. Relaciona a taxa de juro das operações activas com a taxa de juro das operações passivas.
10.2. Os mais necessitados beneficiarão de um spread mais baixo? Justifica

11. Constituem recursos dos agentes os fluxos de monetários correspondentes a entradas, que quando empregues representam saídas.
http://economiax.blogspot.pt/2011/10/os-agentes-economicos-e-o-circuito.html
11.1. Identifica os empregos e recursos das Famílias indicados no circuito económico.
  Empregos: depósitos, seguros, impostos, cont. seg. social, despesas de consumo e investimentos.
  Recursos: ordenados, juros, indeminizaçoes, vencimentos, subsídios e rendas
11.2. Distingue fluxos de fluxos reais. 
  Os fluxos monetários são os que as famílias recebem em troca do seu trabalho através dos salários etc.. e os fluxos reais são o que as famílias oferecem as empresas, trabalho, mão de obra, recursos naturais ...
12. Somar o valor da produção de todas as empresas do território levaria a um PIB sobreavaliado (demasiado alto), porque como a produção de umas empresas entra como input no processo produtivo de outras, os designadosconsumos intermédios estariam a ser contabilizados várias vezes. Nisto consiste o problema da múltipla contagem, que poderá ser evitado adoptando um de dois métodos:
- Método dos produtos finais
- Método dos valores acrescentados.
http://economiax.blogspot.pt/2011/11/calculo-do-valor-da-producao-pib.html
http://economiax.blogspot.pt/2012/10/formulario-de-contabilidade-nacional.html
12.1. Distingue os dois métodos de cálculo do PIB.
   O método dos produtos finais e4 método dos valores acrescentados. 
12.2. Identifica as ópticas de cálculo do PIB adoptadas em cada método. 
   
13. O sistema central não presta muita atenção aos stocks e fluxos que não são facilmente observáveis em termos monetários (ou sem contrapartida monetária explícita). (...)
Na actividade produtiva, o SEC inclui alguns casos limite, como:
a) Produção de serviços individuais e colectivos pelas administrações públicas;
b) Produção por conta própria de serviços de habitação ocupada pelo proprietário;
c) Produção de bens para consumo final próprio, por exemplo, produtos agrícolas;
d) Construção por conta própria, incluindo a das famílias;
e) A produção de serviços por empregados domésticos remunerados;
f) Piscicultura;
g) Produção ilegal, por exemplo, prostituição e produção de drogas;
h) Produção cujos rendimentos não são declarados na totalidade às autoridades fiscais, por exemplo, produção clandestina de têxteis.
Ficam fora dos limites da actividade produtiva:
a) Os serviços domésticos e pessoais produzidos e consumidos na mesma família, por exemplo, a limpeza, a preparação de refeições ou a assistência a pessoas doentes ou idosas;
b) As actividades voluntárias que não levam à produção de bens, como a vigilância e a limpeza não remuneradas;
c) O crescimento natural de peixes no alto mar.
SEC, Sistema Europeu de Contas Nacionais, 1995. 
13.1. A despesa de construção para habitação por parte das famílias corresponde a um fluxo ou a um stock?Justifique.
  
13.2. Quando se calcula o PIB, pela óptica da despesa, em que componente se integra a rubrica indicada na questão anterior? 

14. Os indicadores do comércio externo apresentaram-se no post Recordando a estrutura da Balança de Pagamentos.
http://economiax.blogspot.pt/2013/01/recordando-estrutura-da-balanca-de.html
14.1. Defina Taxa de Cobertura e Peso do Comércio Externo.
   Taxa de cobertura: valor
14.2. Relacione a Taxa de Cobertura com o saldo da Balança Comercial. 

15. Com taxas de câmbio flexíveis, a ausência de intervenção implica uma balança de pagamentos equilibrada.
http://economiax.blogspot.pt/2013/01/taxa-de-cambio.html
15.1. Explique como a desvalorização da moeda contribui para o equilíbrio da Balança de Pagamentos.

15.2. Refira se em que medida a saída do Euro contribuiria para resolver os problemas da economia portuguesa. 

16. O corte de florestas insubstituíveis, a degradação ambiental, a poluição, as chuvas ácidas ou o aquecimento global, constituem exemplos de externalidades.
http://economiax.blogspot.pt/2012/11/limites-da-contabilidade-nacional-ii.html
16.1. Defina externalidades.

16.2. Distinga externalidades positivas de externalidades negativas. 

17. Referimos o planeamento indicativo e o planeamento imperativo, no contexto das Economias de Mercado vs. Economias de Direcção Central.
http://economiax.blogspot.pt/2008/09/economias-de-mercado-versus-economias.html
17.1. Distinga planeamento indicativo de planeamento imperativo atendendo à propriedade dos meios de produção.
17.2. Na economia portuguesa o planeamento imperativo apenas poderá ser aplicado no sector público. Justifique

18. Para adoptarem o Euro, os Estados-Membros tiveram de alcançar um nível elevado de convergência económica sustentável, o qual foi avaliado com base no cumprimento dos critérios de convergência nominal. 
http://economiax.blogspot.pt/2012/12/2012-10-aniversario-do-euro.html
18.1. Indique os critérios de convergência (nominal).
18.2. Distinga convergência nominal de convergência real 

sábado, 9 de março de 2013

Orçamento do Estado - Conceitos Fundamentais - II Parte

11. Explicita a “Regra de Ouro” das Finanças Públicas.


O saldo corrente deve ser superavitário, ou seja, não devem ser pagas despesas correntes com receitas de capital.

12. Refere o efeito sobre o défice orçamental de: a) Uma medida temporária ou não recorrente; b) Um efeito especial.

a) - Reduzir o défice com custos políticos imediatos reduzidos, existe mais em países cujos enquadramentos orçamentais são mais frágeis e menos transparentes, e cujos défices são maiores.

b) - Se a taxa de juro nominal implícita da dívida for superior à taxa de crescimento nominal do PIB, o efeito será desfavorável. Se a taxa de juro nominal implícita da divida, pelo contrário, for inferior à taxa de crescimento nominal do PIB, o efeito será favorável.

13. Justifica a criação do conceito de Saldo Estrutural pela União Europeia.



A criação do conceito de Saldo Estrutural foi criado devido à correspondência entre o mesmo e o Saldo Orçamental Observado, ajustado do ciclo económico e dos efeitos de medidas não recorrentes e temporárias.

14. Perez Metelo refere que a nova LEO “vai condicionar o futuro de todos nós nos próximos 20 anos (...) PS/PSD/CDS acordaram como actuar ao nível da despesa, e sobretudo ao nível de redução da Dívida” (
vídeo). Comenta a regra que destacou no seu comentário.

15. Identifica, por ordem decrescente, os quatro anos em que a Dívida Pública mais cresceu.

16. Justifica o crescimento da dívida em 2011, tendo em consideração que o
MEMORANDO DE ENTENDIMENTO SOBRE AS CONDICIONALIDADES DE POLÍTICA ECONÓMICA (Troyka) foi assinado em Maio de 2011.

17. Explicita a relação que se deverá observar entre a taxa de juro implícita na dívida e a taxa de crescimento do PIB para que se reduza o rácio Dívida/PIB.

18. Observa o gráfico interactivo
Taking Europe's pulse (The Economist).
Comenta a situação portuguesa no contexto da União Europeia, relacionando a (1) Divida Pública (Public debt) e o (2) Défice Orçamental (Efectivo ou Primário) em percentagem do PIB (Budget balance ou Primary balance) com as (A) Taxas de Desemprego (Economy/Unemployment) e as (B) previsões para o crescimento das economias (Growth/2013 GDP forecast).

Orçamento do Estado - Conceitos Fundamentais - I Parte

1. O papel do Estado não se encontra definido cientificamente, mas os economistas distinguem duas correntes de opinião. Explicite-as.

Os liberais e os intervencionistas têm opiniões distintas:
-Os liberais defendem que o estado deve apenas intervir na regulação do funcionamento dos mercados;
-Os intervencionistas defendem que o estado deve intervir através de políticas contracíclicas, e investir quando existe uma economia depressiva.

2. Consultando a imagem aquiapresenta dois exemplos de medidas de intervenção do Estado por cada uma das suas funções económicas.

Para a redistribuição dos rendimentos, duas das medidas de intervenção do estado são os programas de apoio ao rendimento e os impostos progressivos.

Para estabilizar a economia, duas das medidas são as políticas orçamentais e as políticas monetárias.

3. O que é o Orçamento de Estado? (OGE)

Orçamento de estado é um documento do estado, no qual estão incluídas as previsões de receitas e despesas públicas.

4. Utiliza a classificação funcional das despesas públicas para distinguir as doutrinas liberais das intervencionistas.

A grande diferença entre as duas doutrinas encontra-se no foco em relação às funções, pois as doutrinas intervencionistas focam-se nas funções sociais e gerais de soberania, enquanto que as doutrinas liberais se focam nas funções económicas.

5. Refere inconvenientes da utilização das receitas patrimoniais e das receitas creditícias no financiamento das despesas públicas.

Tanto a utilização de receitas patrimoniais como creditícias, trazem inconvenientes por exemplo na utilização de receitas creditícias feitas pelo estado, mais tarde é o povo que vai pagar através dos impostos, das contribuições, podendo o povo não chegar a beneficiar desse empréstimo, enquanto que as receitas patrimoniais como só se privatiza uma vez só vamos obter essa mesma receita apenas uma vez, ficando o estado sem ela não podendo usufruir mais do bem ou do serviço.



6. Distingue:
a) Taxas de Impostos;
A taxa é uma a exigência financeira imposta pelo estado a uma pessoa privada, enquanto que um imposto é uma imposição de um encargo financeiro sobre o contribuente pelo estado.
 
b) Impostos de Contribuições para a Segurança Social;
Imposto é o pagamento de um encargo financeiro ao estado que recai sobre o contribuinte por outro lado a contribuição é um imposto destinado a financiar atividades estatais específicas, que não são inerentes ao Estado.

c) Despesas Correntes de Despesas de Capital.
As despesas correntes são todas as despesas que não contribuem diretamente para a formação ou aquisição de um bem de capital, enquanto que despesas de capital são as despesas que contribuem diretamente para a formação ou aquisição de um bem.

7. Define os seguintes conceitos de Saldo Orçamental:
a) Saldo Corrente;
 Receitas correntes - Despesas correntes
b) Saldo de Capital;
Receitas de capital - Despesas de capital
c) Saldo Global ou Efectivo;
Receitas Efetivas - Despesas efetivas
d) Saldo Primário;
Receitas efetivas (Receitas correntes + Receitas de capital) - Despesas primárias [(Despesas correntes - Juros da dívida pública) + Despesas de capital]
e) Saldo Estrutural.
  Receitas - Saldo efetivo
8. Refere o significado do Saldo Efectivo (ou Saldo Global).
Saldo efetivo ou saldo global, é o saldo mais importante porque indica a necessidade de recorrer ao endividamento ou à capacidade de diminuir o endividamento

9. Refere o significado do Saldo Primário.
O Saldo primario é importante porque mostra qual podia ser o saldo se não houvesse dívida pública nem juros.

10. Refere o significado do Saldo Estrutural.
Saldo estrutural corresponde ao saldo orçamental observado, ajustado ao ciclo económico e dos efeitos de medidas temporárias e medidas não recorrentes.

sexta-feira, 8 de março de 2013

Que legitimidade tem a Alemanha para negar ao Sul o benefício de que já usufruiu?

1. Mostra que a evolução da dívida pública depende do ciclo político.

É sempre nos anos em que há eleições que as despesas do país aumentam, por vezes a pique, como em 2009.

2. Refere dois argumentos de Paulo Trigo Pereira para justificar a dívida pública como problema económico.

1.- Apenas a privatização de uma grande quantidade de bens nacionalizados após a revolução possibilitaram a redução da dívida pública.

2.- O facto de não termos tido uma taxa de crescimento suficiente na última década faz do problema um problema económico.

3. Mostra que a solução que tem sido adoptada para reduzir a dívida não tem sustentabilidade.

Portugal, depois da revolução de 74, nunca teve um superávit, e a única vez que reduziu o peso da dívida foi após a segunda intervenção do FMI, entre 83 e 84.

4. Consultando o Relatório Final do Sistema Nacional de Integridade, comenta como contribuem para a esclerose institucional (falta de transparência, corrupção no seu limite), as seguintes entidades:
- Parlamento;


- Governo;
- Tribunais;
- Administração Pública;
- Partidos Políticos.


5. Será a dívida um problema cultural e moral?



Sim:

... a nível moral - Houve benefícios concedidos à Alemanha no seu resgate, e a esta está a negá-los aos países do Sul;

... a nível cultural - O povo português está acostumado à ideia de escapar aos impostos, e sendo a economia paralela o equivalente a 25% do PIB, com esse valor adicionado não existiria uma dívida externa deste tamanho.


6. Que legitimidade tem a Alemanha para impor aos países do Sul da Europa a eternização da violenta austeridade que temos conhecido?


Não tem, pois quando foi a Alemanha que precisou de ajuda, teve benefícios na recuperação da sua economia, como o perdão de metade da sua dívida.

quarta-feira, 6 de março de 2013

Dívida Pública e Juros: valores recentes


1. Completa os quadros acima.

2. Verifica se está previsto o país continuar a endividar-se em 2013. Justifica.

Está, sim. Enquanto o país obtiver receitas menores que as despesas, o saldo efectivo permanecerá negativo, o que significa que continuará a endividar-se.

3. Se o país não tivesse dívida pública, o saldo orçamental apresentaria défice ou superavit em 2013? Justifica.

Apresentaria défice, porque apesar de não existir uma dívida pública, as despesas continuam a ser maiores que as receitas, pelo que o país se endividaria de qualquer modo.

4. Comenta o contributo esperado, das seguintes rubricas, para o agravamento da dívida:
a) Juros;

Os juros irão contribuir para aumentar a dívida, num ciclo vicioso. Isto explica-se por:
-Se a dívida é maior, o risco de não ser saldada é maior, logo, os juros irão aumentar;
-Se os juros aumentam, o valor da dívida irá aumentar, e o ciclo volta sempre ao inicio.

b) PIB.

O PIB é determinante no agravamento da dívida pública: se este for menor, a percentagem da dívida saldada é menor, e vice versa. 

5. Observando os Quadros 2, 3 e 4 do ficheiro Excelconstrói um novo quadro que mostre de 2005 a 2013:
a) O valor dos juros da dívida pública em milhões de Euros;
b) As taxas de variação anuais dos juros da dívida pública;
c) Os juros da dívida pública em percentagem do PIB.

6. Comenta o quadro que construíste no ponto anterior.

7. Observa o Quadro 12. Comenta o aumento da dívida pública tendo em consideração:
a) O contributo do saldo primário;
b) O contributo do crescimento nominal do PIB;
c) O contributo do crescimento dos juros.

7. A quem serve este Ministro das Finanças?